segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tenho dentro do peito um coração... sofrido,
Vive cheio de amores feito brisa no rosto,
Vem suave e se evapora temendo a tempestade.

Às vezes se faz vontade,
Outras vive o medo do desgosto.
Primavera sem flores, jardim escondido.

Mesmo na chuva mansa beijando a janela,
Romantismo se faz em sangue armado
No calor da noite os suores são medos que se revela.
Verão que queima em saudades
Bandido apaixonado

A incerteza de ainda ser feliz me atormenta.
O cansaço da alma em lapidação é medo.
O que revela é como chuva passageira que nada floresce.
O que se avoluma e cresce, tem cheiro de segredo.
Sou estações sem caminho que a vida lamenta.

Quem sabe ainda em outras páginas a verdade se revela.
Que o coração ainda te tenha na verdade do rosto.
Que o escuro nessa estação se faça em luz bela.
Ou que tudo se parta , carregado pelos ventos de agosto


Vilmar Pirituma

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