segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tacteou o meu corpo nu
vestiu-se com a minha pele
deixou que o meu sangue
borbulhasse nas suas mãos
sedentas do afago invisível

Beijou-me a boca molhada
enquanto fumava um cigarro.

Mostrou-me as delícias
de me sentir enfim mulher.
Fumegou
nos meus poros
num incendiar sem mortalha.

Inalou-me
arrepiou-me
possuiu-me
enquanto eu…
Bramava como o mar.

Vóny Ferreira 

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