Aprendi a perder-me e encontrar-me
brincando de esconde-esconde com o silêncio,
dando voltas no labirinto dos sonhos,
sobrevoando o imo ao sopro do vento.
Aprendi que o instante é certamente incerto,
que as estações do ano são renovadas,
que em toda alma há oásis e desertos,
que o sentir pode cortar como navalha.
Aprendi a tentar entender o ângulo obtuso,
as curvas das desculpas e culpas,
os declives dos submundos,
os aclives ditados pelo acaso.
Aglaure Corrêa Martins

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